domingo, 31 de janeiro de 2016

Esquerda - a construção de uma alternativa


Um texto de João Gomes Martins
martinshttp://democraciasolidaria.alojamentogratuito.com/wp/?author=18 

cuja leitura aconselho vivamente suscitou-me os seguintes comentários: 

Em primeiro lugar quero dar-lhe os parabéns pelo excelente texto que produziu. Não é frequente encontrar este tipo de registo.

Se bem compreendo, o que está a questionar é se é possível uma alternativa ao capitalismo. Bem, em minha opinião, e o seu texto parece ir nesse sentido, é necessário começar por imaginar essa alternativa, mas está difícil, porque o bicho estrebucha mas não morre, é como a igreja católica treme, mas não cai!
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De qualquer modo há boas noticias, muitas pessoas começam a equacionar ou a procurar equacionar o problema e já tem a coragem de chamar os bois pelos nomes, falam em capitalismo, falam nas contradições e fugas para a frente do sistema, caso das guerras, nas escandalosas desigualdades e na pobreza endémica. Ainda não se atrevem a falar em Marx, ou pouco, mas lá chegaremos, pois ele não pode ser ignorado, tem de ser estudado, repensado e recriada parte do seu pensamento.

Como refere, o reformismo social democrata foi a primeira tentativa de ultrapassar as dificuldades, mas o sistema é em alguns aspetos incorrigível e aí tivemos e temos o neoliberalismo. 

O recurso que V. faz as ciências é muito interessante,
 parece-me que procura mostrar como cientificamente provado que o novo pode resultar em descontinuidade com o existente; mas talvez fosse necessário simplificar um pouco no sentido de explicar uma coisa complicada de uma forma simples, eu sei que é difícil, mas vale a tentativa. Quando fala no monstro, está a pensar no ‘socialismo real’ (continuo a achar a ideia muito gira).  São as chamadas tentativas e erros, mas às vezes os erros pagam-se muito caro.

Não percebi a ideia de conjuntos não constructíveis, mas a falta é com certeza minha.

O que sustenta o capitalismo, tanto quanto me é dado perceber, á a capacidade que ele tem de fazer passar interesses privados por interesses da comunidade, e fá-lo em grande parte à custa dos meios de comunicação social, que são a voz do dono. Continuo a insistir que o segredo está na comunicação social e na hegemonia cultural que ela permite, quem a tiver, está safo: as pessoas são preguiçosas, nem sempre são muito inteligentes e frequentemente nem sequer são boas pessoas, querem é defender a própria vidinha, não percebendo que desse modo estão a hipotecar a de todos . 

De qualquer modo, o ponto que me parece mais frágil na sua argumentação é que ainda não apareceu nenhuma teoria nova e por isso fica difícil o método de redução ao absurdo, único que a poderia  invalidar. 

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